sexta-feira, 19 de novembro de 2021

PRODUÇÃO CULTURAL - Um novo olhar para o mercado de trabalho por Wagner Alvarenga



PRODUÇÃO CULTURAL

Produções culturais como festivais de Dança, peças de teatro, exposições, filmes, gravações de DVDs ou programas de televisão envolvem muito trabalho de organização, planejamento financeiro, ações de marketing, logística e coordenação de equipes.

O produtor cultural é o profissional especializado em planejar, organizar e coordenarprojetos e produtos culturais, artísticos, esportivos e de divulgação científica.

Entenda um pouco mais sobre Produção Cultural e saiba como se especializar para atuar nesta área!

Sobre a Produção Cultural

Um produtor cultural está envolvido em todas as etapas de um projeto artístico e cultural, desde a captação de recursos até a apresentação final e avaliação dos resultados. Ele faz a ponte entre os setores de criação artística e de gestão de um projeto cultural.

Dependendo de seu perfil ou necessidade do projeto, esse profissional pode se envolver com questões técnicas e operacionais ou desenvolver atividades de gerenciamento de projetos como um todo.

Em instituições públicas, elabora as políticas culturais do governo nas esferas municipal, estadual e federal. Desenvolve ações em centros culturais e participa de programas de preservação do patrimônio histórico, por exemplo.

Em empresas privadas, o produtor cultural analisa pedidos de patrocínio para eventos culturais selecionando os projetos que mais se encaixam com os objetivos da organização. Ele é responsável por administrar o orçamento destinado para este fim.

Um produtor cultural atua no planejamentoorganização e divulgação de projetos e produtos culturais dos mais diversos tipos, como por exemplo:

  • Eventos
  • Eventos esportivos
  • Exposições de obras de arte
  • Feiras
  • Festivais de Dança
  • Filmes
  • Mostras
  • Peças de teatro
  • Programas de rádio e TV

Dentre as principais atividades desempenhadas por um produtor cultural, podemos citar:

  • Desenvolvimento de estratégias de marketing cultural para a divulgação de projetos e eventos.
  • Gerenciamento cultural de instituições como museus, centros culturais, bibliotecas, galerias de arte, teatro e cinema.
  • Captação de recursos financeiros.
  • Adequação de projetos culturais em leis de incentivo fiscal, como por exemplo, a lei Rouanet.
  • Criação e coordenação de equipes de apoio e de prestadores de serviço.
  • Definição de orçamentos e cronogramas de trabalho.

Mercado de Trabalho de Produção Cultural

O mercado de trabalho para profissionais especializados em Produção Cultural é promissor.

A Lei 12.485/2011, que determina cotas para conteúdos nacionais em canais de TV por assinatura, é um dos fatores que tem movimentado o setor de Produção Cultural no Brasil.

Existem boas oportunidades de emprego para produtores culturais em:

  • Casas de espetáculos
  • Centros culturais
  • Emissoras de rádio e televisão
  • Escolas
  • Fundações
  • Indústrias cinematográficas e fonográficas
  • Institutos
  • Museus
  • Secretarias municipais e estaduais de cultura
  • Teatros

Onde estudar Produção Cultural

A profissão de produtor cultural não é regulamentada, e para exercê-la não é obrigatório ter um diploma de curso superior. Apesar disto, o mercado de trabalho valoriza os profissionais qualificados, que possuem alguma formação específica na área.

Quem deseja seguir carreira como produtor cultural pode optar por um curso de tecnólogo ou de bacharelado. Ambos são cursos de nível superior e possibilitam que o profissional recém-formado continue seus estudos através de cursos de pós-graduação.

Enquanto o bacharelado oferece uma formação mais ampla e com duração de 4 anos, o curso tecnológico tem menor duração e é voltado para atender às demandas do mercado, oferecendo disciplinas mais relacionadas com a prática da profissão.

Algumas instituições de ensino credenciadas pelo MEC que oferecem o curso de graduação em Produção Cultural.

São elas:

Para aquelas pessoas que pretendem atuar em áreas bem específicas da Produção Cultural, existem outros cursos de tecnólogo que também qualificam profissionais de nível superior para atuação no setor. São eles:

  • Eventos
  • Produção Fonográfica
  • Produção Cênica
  • Produção Multimídia

Algumas das principais universidades que possuem estes cursos tecnológicos são:

Você gostaria de trabalhar com manifestações artísticas e culturais? Pretende seguir carreira em Produção Cultural? Deixe seu comentário aqui!

domingo, 2 de maio de 2021

COVID-19 IMPULSIONA USO DE VIDEO CONFERÊNCIAS!


Videos conferências, aulas e lives para manter seus clientes/alunos!

Metade dos alunos ao redor do mundo estão sem aulas devido à pandemia causada pela Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus. A suspensão provisória das aulas e atividades escolares e acadêmicas presenciais é uma medida embasada nas orientações dos órgãos de saúde pública, em nível mundial e nacional, com o intuito de conter a disseminação e preservar a saúde coletiva.
Para garantir aulas e atividades dos cursos e das disciplinas, a maioria das instituições está recorrendo ao desenvolvimento de atividades remotas ou intensificando o uso das plataformas virtuais por meio da modalidade de educação a distância. ( EAD )

O uso da internet, com a finalidade de minimizar os impactos na aprendizagem dos estudantes advindos de sistema de ensino originalmente presencial, aplicadas neste momento de crise.
Quando nos referimos à EAD, deve ser levado em consideração que, por se tratar de uma modalidade, possui um modo de funcionamento próprio com concepção didático-pedagógica, estruturado de forma flexível e que abrangem os conteúdos.
Considerando o cenário atual, de expansão e quarentena devido ao coronavírus, o uso remoto ou modalidade EAD são alternativas essenciais para garantir a apropriação dos conhecimentos, mantendo o estudante em permanente contato com a instituição de ensino durante este período afastamento ao convívio social tão necessário.
Ocorre que, ao recorrer a ferramentas virtuais disponíveis para manter a transmissão dos conteúdos das aulas, existe uma forte tendência de os professores optarem pela prática pedagógica de abordagens mais tradicionais, o que nem sempre precisa ser desta maneira.

Desde a maneira de interagir com os recursos necessários, como a câmera e a disponibilização dos conteúdos, até outras ferramentas próprias deste ambiente, como o chat ou o fórum, o fato é que os professores precisarão se reinventar. E os alunos também.

O desafio é a qualificação da interação. Então, para manter a motivação dos estudantes em tempos de coronavírus, acreditamos que a aplicação de metodologias ativas em ambientes 100% online podem ajudar a se manterem engajados em suas atividades e ainda garantir um aprendizado efetivo e significativo. 

Assim, segue abaixo algumas dicas para o bom desempenho desta prática:


1. Defina seu conteúdo

O Planejamento antecipado do conteúdo pode fazer toda a diferença nas sua video-aulas!
2. Defina seu público
Você pode optar por fazer aberto ao público ou direcionar somente a um público específico ( seus alunos e clientes por exemplo )
3. Pesquise por tipos de câmera para gravar
Você pode gravar conteúdos de qualidade com um smartphone ou até mesmo uma câmera amadora, apenas usando os recursos que estes equipamentos oferecem.
4. Tenha cuidado com o áudio
O áudio de má qualidade atrapalha o entendimento do espectador, o que influencia no desempenho do vídeo e em taxas como quantidade de visualizações, curtidas, compartilhamentos, tempo de retenção, etc.
5. Cuide da iluminação do vídeo
Para obter imagens nítidas e de qualidade, ter uma boa iluminação é fundamental. E no caso de gravações, quanto mais luz, melhor.
6. Escolha o cenário ideal
Tenha em mente que o assunto abordado no vídeo deve chamar mais atenção do que os elementos visuais (exceto nos casos em que você utiliza objetos para fazer demonstrações e tutoriais).
7. Dedique-se ao roteiro
É importante estabelecer uma hierarquia da informação para não esquecer de abordar nenhum tópico e prejudicar o aprendizado de seus alunos. Lembre-se: o mais importante você já tem, que é conhecimento sobre aquele assunto.
8. Escolha a plataforma para hospedar seu produto ou fazer as lives
Não adianta nada ter um conteúdo impecável se o aluno for obrigado a assistir seus vídeos em um ambiente de aprendizagem ruim e com poucas opções de interatividade.
É por isso que a escolha da plataforma do seu vídeo é fundamental!
O ideal é encontrar uma plataforma que reúna todas as funcionalidades que você precisará para disponibilizar os vídeos para seus alunos, que tenha layout amigável e seja de fácil navegação.

9. Estratégia de Conteúdo entre as plataformas de vídeo


Os videos explicativos, vídeo marketing e vídeos online em geral são necessários neste momento!

Mas entre as diversas redes, quais as tendências que devemos prestar atenção. Você pode criar uma conta exclusiva para seus clientes/alunos, onde somente os seguidores desta conta privada poderão acessar!

VÍDEO NO INSTAGRAM


O Instagram, por exemplo, foi atualizado recentemente permitindo postagem de vídeos de até 60 segundos para permitir o conteúdo mais longo.( antes o limite era de 15 segundos).

O Instagram também disponibiliza o IGTV, no link abaixo tem os detalhes desta opção:

https://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/2018/06/como-postar-videos-no-igtv-pelo-celular.ghtml



VÍDEO NO FACEBOOK


O Facebook é atualmente o rei do conteúdo em vídeo junto com o youtube.

Mas para um alcance efetivo dos videos no facebook, você deve utilizar o upload nativo diretamente no facebook. 

https://www.facebook.com/help/166707406722029



VIDEO NO YOUTUBE


Sempre será uma ótima plataforma para divulgação, pois o google mostra seu site com vídeos postados no youtube também.

https://support.google.com/youtube/answer/57407?co=GENIE.Platform%3DDesktop&hl=pt-BR


CHAMADA VIA SKIPE

Ligar para os contatos do Skype pelo Skype é sempre gratuito, mas para ligar para um celular ou um telefone fixo pelo Skype, é preciso ter uma assinatura.

https://support.skype.com/pt-br/faq/fa10613/como-fazer-uma-chamada-pelo-skype


ESPERO TER CONTRIBUIDO NESTE MOMENTO TÃO DELICADO.
 QUALQUER DÚVIDA ESTOU À DISPOSIÇÃO!




domingo, 20 de outubro de 2019

SAPATILHAS DE PONTA!




As sapatilhas de pontas fazem a magia da levitação no Ballet Clássico!


A sapatilha de ballet possui uma resistência própria, portanto possuiu certa flexibilidade . Elas são protegidas com elásticos e estão perfeitamente ajustados ao pé, para que eles tenham uma segurança máxima. As sapatilhas podem ter um elástico no arco do pé ou dois elásticos entrecruzados no topo do arco do pé.

As sapatilhas ballet são feitos de cetim, lona ou couro macio. As de cetim se desgastam rapidamente e são usados ​​para o desempenho formal. As de lona também se desgastam rapidamente, mas são menos dispendiosos e as mais confortáveis. As de couro duram muito tempo.

Durante a performance, a maioria das bailarinas profissionais usam sapatilhas de balé e, em seguida, se transformam em sapatilhas de ponta para o desempenho principal e a maioria dos bailarinos usam sapatilhas de meia ponta.

Sapatilha meia ponta

As sapatilhas de ballet podem ser bronzeados, como a pele, para dar um olhar descalço. As sapatilhas  normalmente são cor de rosa, mas também podem ser de cor bege, preta ou branca. Depende de cada situação de sua utilização!

Os bailarinos têm forma de pés diferentes, comprimento do dedo e flexibilidade do arco dos pés, de modo que os fabricantes devem fazer diferentes modelos de sapatilhas de ballet personalizados.

Um pouco de História:

Em primeiro lugar, antes da Revolução Francesa, a dança BALLET foi realizada em sapatilhas com calcanhares chamados sapatos de calcanhar. Estes eram sapatos delicados e caros, feitos de seda de qualidade com solas de couro macio. Marie Camargo, membro do Paris Opera Ballet, foi a primeira bailarina a vestir um sapato de balé sem o calcanhar. Ela encurtou a saia de ballet para permitir que todos conseguissem ver seu belo trabalho de pernas e técnica.

Marie Taglioni tinha um estilo descalço e usava sapatilhas de cetim macias com sola de couro. Charles Didelot criou o antecessor das sapatilhas clássicas de ponta. Ele descartou sapatos de dança com saltos habilitados para bailarinos de ballet. Eles eram de fundo plano, tinham fitas para garantir as sapatilhas aos pés e tinham material debaixo dos dedos para permitir que as bailarinas parassem nos dedos dos pés. Mas as sapatilhas ainda estavam sem suporte e estrutura para os pés. Elas eram apenas sapatilhas de cetim com solas de couro, então as bailarinas tinham que contar apenas a força.

August Bournonville, o coreógrafo dinamarquês, colocou ênfase em sapatilhas de ballet masculina, chamado sapatilha de Bournonville. Elas eram pretos com um vamp branco em forma de V na frente, para a impressão do pé pontiagudo e longo. A bailarina russa Ana Pavlova deu apoio extra aos pés. Ela teve problemas com lesões, então ela inseriu solas de couro temperadas em sapatos e endureceu e achatou a área dos dedos formando uma caixa nas pontas dos pés. Estas sapatilhas tornaram-se antecessores das sapatilhas de ponta de hoje. Elas deram pés curvados, e o trabalho de ponta tornou-se menos doloroso.

As sapatilhas Dori combinam a caixa, o calcanhar e a sola flexível, permitindo etapas do ballet clássico e outros estilos de dança. Elas foram criadas pelo bailarino e coreógrafo de Las Vegas, Dorimar Bonilla.

O sapato de dança mais conhecido é a sapatilha de ponta. 

Elas são usadas ​​quando a bailarina executa o trabalho de ponta. Elas geralmente são usadas ​​por mulheres. A dança de pointe é quando as bailarinas dançam nas pontas dos dedos dos pés. Estas sapatilhas se desenvolveram como uma necessidade das bailarinas para dançar em pointe por um longo período de tempo e como o intuito que a bailarina pareça sem peso, leve e graciosa ao saltar e tão leve como desafiar a gravidade. A cor mais conhecida para as sapatilhas de ponta é rosa claro.

Elementos das sapatilhas de ponta são uma caixa de gesso nas pontas, duas fitas e uma faixa elástica, sola, tampa de tecido e acessórios.

A bailarina às vezes usa diferentes modelos de sapatilhas de ponta para diferentes performances. O estilo agressivo exige sapatilhas de ponta mais rígidas, enquanto o estilo lírico requer sapatilhas de ponta mais suaves.

As sapatilhas de ponta durarão entre dez e vinte horas de uso. Bailarinas de ballet profissionais vão desgastá-lo em uma só performance. A vida útil das sapatilhas de ponta inclui muitos fatores como ajuste, quebra, técnica, uso, força do pé, peso e superfície de desempenho.

As sapatilhas de meia ponta são muito semelhantes as sapatilhas de ponta, mas eles não possuem a estrutura rígida nas pontas dos dedos, então são mais suaves.




Wagner Alvarenga

TRAJES NO BALLET CLÁSSICO!




Os trajes desempenham um grande papel nos movimentos graciosos e rápidos dos bailarinos.

Ballet é uma dança que teve sua origem na era majestosa dos Tribunais do Renascimento Italiano (no século 15). Foi ainda expandido em outros países como Rússia, França e Inglaterra, onde se tornou popular como um show de dança formalizada. É preciso muita prática e persistência para realizar os movimentos de ballet. Para executar as coreografias de ballet há uma necessidade de duas coisas importantes. Essas coisas são: as sapatilhas e os trajes de ballet.

História dos trajes do ballet

No início os ballets eram todos sobre a riqueza e a perfeição da corte real italiana. Os trajes de ballet refletiam essa riqueza e, como resultado, eles eram feitos de panos extravagantes com brocados pesados, enormes enfeites e peças de cabeça. Como eles eram feitos de um tecido pesado, eles realmente restringia os movimentos do ballet. Como resultado, durante o início do século 18, uma bailarina introduziu uma versão mais curta das saias de ballet. Ela chamou a atenção de muitos críticos de ballet, surpreendentemente, estes trajes menores não foram muito criticados e foram facilmente aceitos pelo público. Eles vieram como um grande alívio para as bailarinas.

Mais tarde, durante o final do século 18 e 19, os trajes de ballet novamente passaram por uma série de modificações. Era a época, quando as bailarinas usavam trajes no comprimento da panturrilha. Elas usavam esses trajes brancos, que geralmente eram feitos de tule. Estas fantasias eram acompanhadas com sapatos de cetim pontiagudos. Homens, por outro lado, usavam calças e camisas de mangas longas. Estas camisas eram geralmente cobertas com casacos mais curtos. As mangas dos trajes para homens e mulheres eram determinadas de acordo com o tema do ballet. Como resultado, existem vários padrões dos figurinos para cada personagem, até hoje!

Trajes dos Ballets Atualmente



Hoje, trajes de ballet são chamados de tutus. Um tutu de ballet é uma saia que a bailarina usa. Existem vários tipos de tutu. Ele pode ser feito utilizando um único, ou várias camadas de um tecido. Estas camadas distribuídas em torno do corpo da bailarina. Estas fantasias ajudam as bailarinas a executar facilmente os seus movimentos corporais, sem interferir nos movimentos da dança. Os tutus de ballet são muitas vezes associados com um collant, que é uma peça de roupa colante, que cobre o tronco. Os collants estão frequentemente cheios mangas e eles são usados ​​principalmente pelas ginastas, atletas e bailarinos. Aqui estão alguns tipos básicos do ballet tutu:

Tutu Sino: Como o nome sugere, um tutu sino tem a forma de um sino e é feito sem a utilização dos aros de arame. Ele é feita de muitas camadas de tecido, mais do que o tutu clássico prato.



Tutu Prato: Esta saia tem várias camadas de tecido que são esticados para o exterior a partir dos quadris da bailarina. Aros de arame são usados ​​para manter a saia durinha e armada.




Tutu Romântico: O tutu romântico é feito de 3 a 12 camadas do tecido. Esta saia é geralmente ligada ao corpete. Estes tutus de movimentos livre simbolizam o tema romântico do ballet.




Tutu Esponja de Pó: Este tutu é na verdade uma combinação do tutu sino e o tutu prato. Este tipo de tutu é vagamente montado, o que lhe dá a aparência de um pouco mais completo e mais suave. Nenhum aro de arame é usado ​​para fazer este tutu, são apenas algumas camadas (2-5) do tecido.




Os acima mencionados são alguns dos trajes de ballet para meninas e mulheres. Existem muitos outros tipos de trajes, que são populares por vários nomes. Tradicionalmente, os figurinos de ballet são feitos com materiais elegantes e soltos como tule, musseline, nylon, voile, tarlatana, etc. 

Bailarinos continuam a usar calças e camisas de mangas longas.

Hoje, existem muitas lojas de roupas de dança, que lhe oferecem trajes baratos. Eles estão disponíveis em cores e padrões, que não deixará de atrair você. Pode-se também encontrar alguns grandes trajes online. Tudo que você tem a fazer é selecionar o melhor que lhe convier.


Wagner Alvarenga

8 FATORES QUE PODEM ATRAPALHAR A SUA EVOLUÇÃO NO BALLET!





1) Medo de errar

Aula é para aprender, ser fosse para fazer certo se chamaria espetáculo. Então deixe qualquer paranoia de lado e continue aprendendo. É aprendendo com os nossos erros que alcançamos a perfeição.


2) Vaidade

Quando achamos que estamos bem, seguras demais, nos achando "a última coca cola do deserto" perdemos a chance de ouvir correções importantes e de evoluir. O maior erro de uma bailarina adulta é achar que não precisa de correção.


3) Usar "truques" para parecer melhor

Abrir o quadril para subir mais a perna no attitude ou no arabesque, forçar o pé mais que o joelho para ter uma quinta "bem fechada"....existem diversos truques para "parecer" melhor mas que não ajudarão em nada a sua técnica e poderá ainda lhe machucar.


4) Não gostar de correção

Ninguém melhora sem correção. Acredite, se o professor corrige é porque você pode fazer melhor!


5) Chegar atrasado

Aquecimento é uma parte importante da aula....


6) Perder aulas

Manter o ritmo de aulas é essencial para o corpo criar memória e desenvolver a musculatura necessária para a dança. 

7) Pensar que alongamento/flexibilidade é tudo

Alongamento é importante mas não é o principal. Foque na técnica, na limpeza dos passos. 

 8) Comparação

Se comparar com outras pessoas só gera frustração, não faça isso. Cada pessoa tem uma história, um corpo e uma genética diferente. Destaque seus pontos fortes e trabalhe nos seus pontos fracos. Se existe alguém mais avançado ou com mais facilidade que você que sirva como inspiração.

DICAS IMPORTANTES PARA BAILARINOS INICIANTES!






É comum bailarinos iniciantes no ballet clássico sentirem uma certa dificuldade nas primeiras aulas. Mas isto não é motivo para desistir. 

Segue abaixo alguns segredinhos que vão lhe ajudar muito.

1) A primeira dificuldade que muitos enfrentam, até mesmo bailarinos em níveis mais avançados é em relação aos NOMES DOS PASSOS, que não são nada comuns.
Mas não se preocupe, com o tempo a familiaridade dos nomes será normal. 
( Tem uma postagem especial aqui no Blog com dicionário de Ballet Clássico )


2) O Ballet clássico exige dos bailarinos muita COORDENAÇÃO MOTORA. 

Tudo deve ser sincronizado: braços, pernas, cabeça, coluna... Mas manter toda essa sincronia é bem difícil para as inciantes. O ideal é não tentar fazer tudo de uma vez só. Procure aprender primeiramente as posições dos pés e manter os mãos na cintura enquanto executa algum passo. Com o tempo você vai se acostumando e pegando o jeito.

3) Outra dificuldade que muitos tem, é na hora de REPETIR A SEQUÊNCIA. 

São muitos passos parecidos, mas que não são iguais, por isso é importante ficar atento. Ao chegar em casa tente repetir o que foi feito na aula. Não tenha vergonha de pedir ao professor para parar a aula e explicar novamente.

4) GIROS? Tente não se apavorar, raramente alguém consegue um giro perfeito logo de primeira. 

É preciso muito treino, esforço e dedicação. Aliás, tudo no Ballet, exige isso. Não faça de qualquer jeito só por fazer, tenha calma, preste atenção nos pés,capriche no plié e treine bastante. Quando menos perceber estará conseguindo.

5) Você já reparou que as músicas do Ballet clássico são divididas em TEMPOS? 
 ( 2 tempos, 4 tempos, 8 tempos ) 

Muitas bailarinas confundem, e não conseguem fazer os passos dentro dos tempos corretamente. Mas isto é completamente normal quando se está iniciando. Por isso a importância de trabalhar a musicalidade. Um bailarino precisa sentir a música e dançar conforme seu ritmo. Preste atenção a todas as batidas da música que vocês estão trabalhando e não tente fazer da sua maneira. Se você não sabe como conduzir determinado exercício dentro da música, pergunte ao professor.




Wagner Alvarenga

COMO MELHORAR NO BALLET ?




Não se deixe levar pela preguiça ou pelo medo. Para você sempre estar melhorando o seu ballet é necessário apenas uma coisa....persistência!

Alguns cuidados que você deve ter para alcançar o seu melhor potencial.




1) Medo, insegurança e timidez

Lembrem-se.....do chão você nunca irá passar....medo de cair, errar ou "fazer feio" é normal....então é hora de vencer o medo e aceitar o desafio....

2) Comodismo e preguiça

É muito confortável continuar na nossa zona de conforto. Nos causa uma sensação estranha ter que sair dela!
Muitos não melhoram, seja no ballet, seja em outras áreas da vida, porque não arriscam dar um passo a frente, porque acha que está bom do jeito que está, ou porque não quer se esforçar.
Às vezes o "melhor" está logo ali à frente...

3) Não tirar as dúvidas

Às vezes nós aprendemos um passo novo ou uma sequência nova que não entendemos muito bem e não tiramos a dúvida com o professor. A dúvida acumula e você continua fazendo o passo de forma errada ou continua sem conseguir fazê-lo.
Está com vergonha de falar que não entendeu? Tudo bem! Espere o final da aula todos saírem para estar só com o professor e tirar a sua dúvida.

4) Falta de consciencia corporal

Às vezes pode acontecer do professor corrigir a gente mas pode ser que o corpo ainda não entenda, ainda não esteja muito acostumado com aquele movimento.
A consciência corporal vem com o tempo mesmo. Mas isso não quer dizer para você esperar o tempo passar. É treinando e fazendo mais que você entende o movimento.

sábado, 19 de outubro de 2019

PROJETO RECILCANDO SONHOS 10 ANOS



O PROFESSOR DE DANÇA CAPACITADO


Professor de Dança





Assistimos a um crescimento galopante do número de profissionais de dança, bem formados, que estão à procura de trabalho, enquanto as nossas aulas se enchem de professores que dão aulas porque "vi num filme e era tão fácil". Pois, a vida não é um filme, e quando um professor assume uma turma, tem responsabilidade sobre todos os seus alunos.

Pessoas com pouca ou nenhuma formação enquanto professores de dança, mas que se "mexem bem" e são carismáticas, são estes que eu chamo de "Falsos Professores". Estas pessoas enchem facilmente  uma turma de iniciados, mas também perdem rapidamente os alunos que pretendem evoluir.

Um professor de dança tem de estar consciente de que está a mudar as vidas de todas as pessoas que se apresentam na sua aula. A aula de dança não é apenas um momento para "mexer um pouco ao som da música". É muito mais do que isso. Aquilo que nós, professores de dança, passamos aos nossos alunos, vai influenciar a sua forma de ser e estar, aquilo que os fazemos treinar vai determinar o seu desenvolvimento físico, vai formar (ou deformar) o seu corpo, vai desenvolver (ou limitar) a sua capacidade de movimento, vai potenciar (ou inibir) a sua criatividade.






Formação


Os cursos superiores de dança existentes abrangem um limitado número de estilos de dança, normalmente dança clássica e contemporânea com mais algumas abordagens durante o período de duração do curso. Também o ensino articulado e os cursos de formação tecnológica sofrem as mesmas limitações.


Os professores de dança devem procurar formação na área que pretendem, conhecer as opções existentes, e procurar ter uma formação o mais completa possível, seja através de cursos profissionais ou de especialização, que devem ser sempre complementados com a frequência de workshops e de cursos intensivos.


Cada modalidade tem o seu "curso previlegiado", existe sempre aquele formador que dá total credibilidade à formação. É esse o curso que deves tirar. É esse o curso que vai dar sustentabilidade ao teu percurso profissional. Atenção que cada caso é um caso, e na dança, todas as modalidades têm exigências diferentes.


Não se pode esperar que um professor de danças urbanas, tenha o mesmo percurso acadêmico de um professor de ballet clássico. O que se pode esperar, e exigir, é que ambos tenham formação de qualidade e devidamente reconhecida na sua área.Também a frequência de workshops e cursos intensivos tem uma enorme importância na formação de competências de cada um, pois a formação contínua é um dever de todos os profissionais e é também o que distingue um bom de um mau profissional.


São muitas as instituições que promovem workshops e cursos intensivos com pro- fissionais internacionais de dança. Mesmo assim, muitas vezes é necessário ir lá fora procurar mais formação, especialmente em modalidades ainda pouco desenvolvidas no Brasil, de forma a complementar aquilo somos enquanto profissionais.

A dança não é uma saída profissional, é muito mais do que isso! É uma paixão, uma forma de ser, um modo de vida. Ser professor de dança requer uma formação longa e contínua.





Legislação


A legislação é também bastante limitada, não existe a obrigatoriedade de detenção de DRT, Graduação em Dança ou Educação Física! Assim, ficamos com uma enorme lacuna no reconhecimento de certificação dos profissionais de dança.

Cabe aos empregadores, nomeadamente escolas de dança, associações, acade- mias, e outras instituições que promovem aulas de dança, certificarem-se da existência de formação em determinada área, quando procuram profissionais para essa modalidade. Cabe também a estes, certificarem-me da qualidade das aulas que proporcionam aos seus alunos.


Um bom professor pode não ser o melhor bailarino, nem o que tem mais alunos, mas é aquele que ensina, que exige, que corrige e que tem um histórico muito bem desenvolvido para atuar na área!

Uma reflexão que cada dia mais temos que nos conscientizar!




Wagner Alvarenga

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A Surgimento da Dança Moderna



A Dança Moderna surge no período da história da dança, o que vai separar o clássico do moderno não é simplesmente a técnica, mas, também, o pensamento que norteou sua elaboração.

Nos Estados Unidos e na Europa apareceram novos modos de dançar bastante diferentes da tradição clássica em relação aos espaços utilizados, concepção de dança e movimentos do corpo.

O embrião da dança moderna é tradicionalmente associado à estadunidense Isadora Duncan (1878-1927)

Mas na realidade ela nasce quase que simultaneamente em dois países: Estados Unidos, não somente com Isadora, mas também com Loïe Fuller (1862-1928) e Ruth St. Denis (1877-1968), e na Alemanha, com Rudolf Laban (1879-1958) e Mary Wigman (1886-1973).




Rudolf Laban




Mary Wigman


Duncan e Fuller fizeram sucesso principalmente na Europa. Ruth St Denis e seu companheiro Ted Shawn (1891-1972) criam uma escola de dança na qual se formaram os primeiros grandes mestres da dança moderna nos Estados Unidos.

Mary Wigman representa um movimento coreográfico expressionista que surgiu na Alemanha dos anos 1920.

Muitos modernos mantiveram as estruturas formais estabelecidas pelo balé clássico, porém alguns foram em direção a uma técnica de dança mais livre, ou seja, não seguindo uma determinada técnica e conquistando maior liberdade para a escolha dos movimentos. Eles estavam mais abertos às sugestões de um mundo em mudança e às descobertas da arte de seu tempo.

Os primeiros modernos. As três dançarinas estadunidenses – Duncan, Fuller e Ruth – nasceram em um país onde a dança clássica não tinha uma tradição como na Europa.






Isadora Duncan





Ruth St. Denis

A necessidade dos norte-americanos de afirmar sua própria identidade perante a Europa está nas danças de Duncan e St. Denis, que introduzem uma atmosfera de misticismo em suas práticas gestuais.


1880 – Löie Fuller (1862-1928) iniciou sua carreira ainda no século XIX, quando dançava em shows de revista nos Estados Unidos. Sua primeira coreografia foi um espetáculo solo, Serpentine Dance (1890), onde apareceu com efeitos de luzes e com grandes pedaços de seda esvoaçantes, que ela movimentava com bastões amarrados em seus braços.





Loïe Fuller


Descobriu o poder da ilusão cênica com projeções luminosas sobre suas vestimentas em movimento. Fez sucesso principalmente na Europa. Sua influência marcou a arte e a moda dessa época, anunciando a modernidade que brotava na dança.

1904 – Isadora Duncan foi à Rússia e provocou grande sensação, influenciando Mikhail Fokine (1880-1942) em uma nova forma de pensar o balé, como veremos mais adiante no tópico “Companhia Balés Russos”.

Usava túnicas soltas, inspiradas nas dos antigos gregos, vestimenta que Sallé tentou introduzir dois séculos antes. Dançava com os pés descalços, rejeitando as sapatilhas de ponta usadas no balé, símbolo sagrado da dança clássica.
Isadora é considerada uma revolucionária, com grande ousadia. Não dançava com músicas compostas para balé, mas com músicas que geralmente eram tocadas em concertos, o que a maioria dos baletômanos (amantes do balé) era incapaz de compreender/aceitar.


1890 – Ruth St. Denis (1877-1968) iniciou sua carreira com o balé Rhada, baseado em temas orientais. Suas danças revelavam influência da cultura dos países do Oriente e elementos sobre o divino e o sagrado, com iluminação e guarda-roupa minuciosamente elaborados.


Ruth casou-se com Ted Shawn (1891-1972), que compartilhou com ela a idéia de dança como religião.





Ted Shawn


1915 – Ruth e Ted fundaram uma companhia de dança, a Denishawn, onde se formaram muitos dos bailarinos modernos, como Martha Graham (1894-1991) e Doris Humphrey (1895-1958).




Doris Humphrey


Na Europa, suas idéias não foram bem-aceitas, pois seus espetáculos eram apresentados com coreografias que cultuavam os príncipes astecas e as deusas hindus, não afinando com as preferências da geração dessa época.

St. Denis ainda teve de enfrentar a concorrência dos “Balés Russos” de Diaghlev, que estavam fazendo muito sucesso nos Estados Unidos naquela época.

1927 – Martha Graham, discípula da escola Denishawn, afastou-se daquela escola para iniciar sua própria carreira, sendo considerada por historiadores a grande profetisa da dança moderna, pois conquistou um verdadeiro espaço coreográfico para essa modalidade de dança.




Martha Graham


Fundou a Martha Graham School of Contemporary Dance, onde criou e aperfeiçoou uma técnica que se baseia principalmente em contração e descontração do abdome, técnica de dança que se espalhou por muitos países, sendo utilizada, ainda, por muitos coreógrafos.

1928 – Doris Humphrey (1895-1958), companheira de escola de Graham, saiu da Denishawn School e fundou uma companhia de dança nos moldes do pensamento moderno.
Humphrey teorizou o equilíbrio e o desequilíbrio do corpo humano com quedas e recuperações. Sua arquitetura coreográfica, ou seja, a construção de suas coreografias, não era dramática ou narrativa. Ela dizia que a dança tem dois extremos: em um deles está o completo abandono à lei da gravidade; no outro, a busca do equilíbrio e estabilidade. O drama dos bailarinos está em lutar contra as forças da gravidade e contra a inércia, correndo sempre o risco de perder o equilíbrio.

1932 – O balé clássico se mescla com a dança expressionista nascente na obra do alemão Kurt Joos (1901-1979) A Mesa Verde, na qual pretendeu mostrar a hipocrisia das conferências de paz e os horrores da guerra. Nessa coreografia apresentou alguns trechos de pantomima, que procura refletir a inquietude da época. Essa obra venceu o concurso de coreografia em Paris, no Théätre de Champs Elysées.
1940 – Martha Graham coreografou a peça Letter to the World (Carta para o Mundo), baseada nos poemas de Emily Dickinson e na observação da diversidade cultural de seu país.




Kurt Joos


1944 – A coreografia de Graham Appalachian Spring (Primavera Apalache), com cenário de Isamu Noguchi e música de Aaron Copland, fez sucesso com o tema sobre os velhos pioneiros dos Estados Unidos.
1957 – Mary Wigman (1886-1973) produz, na escola de Berlim, A Sagração da Primavera. Intérprete de suas próprias coreografias, conseguiu um grande reconhecimento do público com sua violenta carga expressionista.

Apareceu como uma personagem perturbadora, tanto na Europa quanto nas Américas. Especialista em papéis fortes, detinha as qualidades essenciais de uma atriz de tragédia, desprezando toda e qualquer forma de candura.
“Ballets Russes” – Companhia Balés Russos

1909 – A companhia Balés Russos, criada e dirigida pelo empresário e mecenas Sergei Diaghilev (1872-1929), chocou os parisienses com suas cores e sons fortes e “selvagens”.
As novas coreografias de Mikhail Fokine, com cenários e guarda-roupa dos grandes pintores, fugiam do academicismo, incorporando passos da técnica clássica a temas folclóricos e apresentando personagens cheios de energia.

Essa companhia imortalizou Vaslav Nijinski (1890-1950) como grande bailarino,que se tornou o preferido do público parisiense.
1912 – Nijinski, encorajado por Diaghilev, criou seu primeiro balé, L’Aprésmidi d’un Faune (A Tarde de um Fauno), inspirado em um poema de Stéphane Mallarmé (1842-1898), com música de Claude Debussy (1862-1918) e cenografia de Leon Bakst.




Vaslav Nijinski


Essa obra foi o primeiro grande escândalo de Nijinski. Composta de movimentos retirados dos afrescos gregos e egípcios, seus personagens foram apresentados de perfil em movimentos sensuais para um público que, acostumado com ninfas e fadas, ficou desorientado.

1913 – Outra obra polêmica criada por Nijinski foi A Sagração da Primavera. A idéia é a representação de um ritual pagão em uma tribo pré-histórica, culminando com o sacrifício de uma virgem, que dança até morrer. Com música de Stravinski e com a intenção de provocar o mundo da música e da dança, músico e coreógrafo trabalharam o tema com um grupo de bailarinos, abandonando a idéia de corpo de baile e retirando dos movimentos qualquer intenção narrativa. Na coreografia não foram utilizados os códigos do balé clássico, mas propostos movimentos difíceis para os bailarinos, pois eles tinham treinamento nessa técnica.
A apresentação no Teatro da Ópera de Paris foi tumultuada, chocando o público acostumado com a forma de apresentação coreográfica do balé clássico.

1914 – Eclode a Primeira Guerra Mundial. Os Balés Russos não viajam mais pelo mundo, porém continuam a produzir novas coreografias.
1917 – É criada Parade, obra com cenários de Pablo Picasso (1881-1973), música de Erik Satie (1866-1925) e coreografia de Léonide Massine (1896-1979).
1929 – Diaghlev morre em Veneza e com ele o tempo glorioso e arrojado da companhia dos Balés Russos.




Parade




Wagner Alvarenga

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